05 agosto 2015

LITURGIA DIA 07 de AGOSTO de 2015

Dia 7 de Agosto - Sexta-feira

 

XVIII SEMANA DO TEMPO COMUM *
(Verde – Ofício do Dia)

 

Antífona de entrada:
 
Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).
 
Oração do dia
 
Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
Leitura (Deuteronômio 4,32-40)
 
Leitura do livro do Deuteronômio.
Moisés falou ao povo, dizendo: 4 32 "Escuta os tempos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem na terra. Pergunta se houve jamais, de uma extremidade dos céus à outra, uma coisa tão extraordinária como esta, e se jamais se ouviu coisa semelhante.
33 Houve, porventura, um povo que, como tu, tenha ouvido a voz de Deus falando do seio do fogo, sem perder a vida? 34 Algum deus tentou jamais escolher para si uma nação do meio de outra, por meio de provas e de sinais, de prodígios e de guerras, com mão poderosa e braço estendido, e de prodígios espantosos, como o Senhor, vosso Deus, fez por vós no Egito diante de vossos olhos? 35 Tu foste testemunha de tudo isso para que reconheças que o Senhor é Deus, e que não há outro fora dele. 36 Fez-te ouvir a sua voz do céu para a tua instrução, e na terra mostrou-te o seu grande fogo, e o ouviste falar do meio das chamas. 37 Porque amou teus pais, e elegeu a sua posteridade depois deles, tirou-te do Egito com a força de seu poder, 38 despojando em teu favor povos mais numerosos e mais robustos do que tu, para introduzir-te em suas terras e dá-las a ti em herança, como estás vendo hoje. 39 Sabe, pois, agora, e grava em teu coração que o Senhor é Deus, e que não há outro em cima no céu, nem embaixo na terra. 40 Observa suas leis e suas prescrições que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e prolongues teus dias para sempre na terra que te dá o Senhor, teu Deus".
Palavra do Senhor.


Salmo responsorial 76/77
 
Penso em vossas maravilhas, ó Senhor!
 

Recordando os grandes feitos do passado,
vossos prodígios eu relembro, ó Senhor;
eu medito sobre as vossas maravilhas
e sobre as obras grandiosas que fizestes.


São santos, ó Senhor, vossos caminhos!
Haverá deus que se compare ao nosso Deus?
Sois o Deus que operastes maravilhas,
vosso poder manifestastes entre os povos.


Com vosso braço redimistes vosso povo,
os filhos de Jacó e de José.
Como um rebanho conduzistes vosso povo
e o guiastes por Moisés e Aarão.


 
Evangelho (Mateus 16,24-28)
 
Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. 16 24 Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. 25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. 26 Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras. 28 Em verdade vos declaro: muitos destes que aqui estão não verão a morte, sem que tenham visto o Filho do Homem voltar na majestade de seu Reino".
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho
 
A FELIZ RECOMPENSA
            O discípulo do Reino vê-se diante de duas propostas contrárias. Por um lado, Jesus o convida a assumir seu projeto de vida, com seu componente de cruz, até o ponto de perder a própria vida por causa dele. Por outro, o mundo apresenta-lhe o ideal de garantir a própria segurança, através do acúmulo de bens e da busca de proteção humana. O contraste é evidente. Riqueza e pobreza, honra e desprezo, segurança e perda de si mesmo exigem dele uma decisão. Não existe uma via intermediária.
            Jesus alertou o discípulo sobre a inutilidade de escolher o caminho da riqueza, da honra e da segurança. Tal caminho conduz à perdição, pois o Pai não se deixará impressionar pela grandeza de ninguém, quando irá recompensá-lo pelo que tiver feito ao longo de sua vida. O Pai está acima da riqueza e da honra humanas.
            Tudo será diferente, se a escolha do discípulo coincidir com a de Jesus. Sua recompensa será semelhante àquela que o Pai reservou para seu Filho. Então, o discípulo descobrirá em que consiste a riqueza imperecível, a honra sem mescla de engano, a segurança confiável. Sua opção por Jesus, insensata aos olhos do mundo, revelará toda a sua sensatez. Ele saberá que valeu a pena abrir mão dos próprios projetos e ambições, para abraçar a cruz do seguimento. A bondade do Pai não o decepcionará!

 

Oração
 
            Senhor Jesus, que eu não hesite em renunciar aos meus interesses pessoais para seguir-te, pois, só assim, serei recompensado pelo Pai.

 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)


LITURGIA DIA 06 de AGOSTO de 2015

Dia 6 de Agosto - Quinta-feira

 

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR
(Branco, Glória, Prefácio Próprio – Ofício da Festa)

 

Antífona de entrada:
 
O Espírito Santo apareceu na nuvem luminosa e a voz do Pai se fez ouvir: Este é o meu Filho amado, nele depositei todo o meu amor. Escutai-o (Mt 17,5).
 
Oração do dia
 
Ó Deus, que na gloriosa transfiguração de vosso Filho confirmastes os mistérios da fé pelo testemunho de Moisés e Elias e manifestastes, de modo admirável, a nossa glória de filhos adotivos, concedei aos vossos servos e servas ouvir a voz do nosso filho amado e compartilhar da sua herança. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
Leitura (Daniel 7,9-10.13-14)
 
Leitura da profecia de Daniel.
7 9 Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã era sua cabeleira; seu trono era feito de chamas, com rodas de fogo ardente.
10 Saído de diante dele, corria um rio de fogo. Milhares e milhares o serviam, dezenas de milhares o assistiam! O tribunal deu audiência e os livros foram abertos.
13 Olhando sempre a visão noturna, vi um ser, semelhante ao filho do homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-se para o lado do ancião, diante de quem foi conduzido.
14 A ele foram dados império, glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as línguas serviram-no. Seu domínio será eterno; nunca cessará e o seu reino jamais será destruído.
Palavra do Senhor.

 
Salmo responsorial 96/97
 
Deus é rei, é o Altíssimo,
muito acima do universo.


Deus é rei! Exulte a terra de alegria,
e as ilhas numerosas rejubilem!
Treva e nuvem o rodeiam no seu trono,
que se apóia na justiça e no direito.


As montanhas se derretem como cera
ante a face do Senhor de toda a terra;
e assim proclama o céu sua justiça,
todos os povos podem ver a sua glória.


Porque vós sois o Altíssimo, Senhor,
muito acima do universo que criastes,
e de muito superais todos os deuses.

Evangelho (Marcos 9,2-10)
 
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis meu Filho muito amado, nele está meu bem-querer, escutai-o, todos vós! (Mt 17,5). 
 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
9 2 Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E
3 transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas.
4 Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus.
5 Pedro tomou a palavra: “Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
6 Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados.
7 Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o”.
8 E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles.
9 Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos.
10 E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: “Ser ressuscitado dentre os mortos”.
Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho
 
CONTEMPLANDO O RESSUSCITADO
A transfiguração de Jesus, no topo de um monte, prefigura a Ressurreição. Os discípulos escolhidos têm a possibilidade de contemplá-lo na condição de Ressuscitado. Todos os elementos da cena apontam para isto. As vestes resplandecentes, absolutamente brancas, lembram o mundo divino, ao qual Jesus pertence, e evocam alegria e vitória. A presença de Elias e Moisés indica ser Jesus o enviado definitivo do Pai, e também, o esperado na consumação dos tempos. A reação de Pedro é característica de quem faz uma experiência do sobrenatural: querer perpetuar um momento privilegiado de contato com a divindade. A intervenção do Pai, cuja voz faz-se ouvir do meio de uma nuvem, não dá margem para dúvidas. Efetivamente, os discípulos têm diante de si um ser celestial, Filho amado de Deus, a quem devem dar toda atenção. Exatamente, como poderão constatar após a Ressurreição. Por conseguinte, o Jesus, que caminhará para a cruz, não será vítima de uma fatalidade histórica, nem um fracassado que não conseguiu impor o seu projeto. A transfiguração revela sua identidade de Filho amado do Pai, ao qual é absolutamente fiel. A ressurreição deixará patente esse amor. Após a morte ignominiosa de Jesus, na cruz, o Pai exaltará o Filho, ressuscitando-o para a gloriosa imortalidade. Aí a transfiguração não terá fim. E Jesus será glorioso para sempre!
 
 

Oração
Espírito de glória, que eu saiba reconhecer, no Jesus transfigurado, o Filho ressuscitado pelo Pai, cheio de glória e majestade.

 

(O comentário litúrgico é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)


LITURGIA DIA 05 de AGOSTO de 2015

Dia 5 de Agosto - Quarta-feira

 

XVIII SEMANA DO TEMPO COMUM *
(Verde – Ofício do Dia)

 

Antífona de entrada:
 
Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).
 
Oração do dia
 
Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
Leitura (Números 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35)
 
Leitura do livro dos Números.
Naqueles dias, 13 1 o Senhor disse a Moisés:
13 2 “Envia homens para explorar a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel. Enviarás um homem de cada tribo patriarcal, tomados todos entre os príncipes.”
25 Tendo voltado os exploradores, passados quarenta dias,
26 foram ter com Moisés e Aarão e toda a assembléia dos israelitas em Cades, no deserto de Farã. Diante deles e de toda a multidão relataram a sua expedição e mostraram os frutos da terra.
27 Eis como narraram a Moisés a sua exploração: “Fomos à terra aonde nos enviaste. É verdadeiramente uma terra onde corre leite e mel, como se pode ver por esses frutos.
28 Mas os habitantes dessa terra são robustos, suas cidades grandes e bem muradas; vimos ali até mesmo filhos de Enac.
29 Os amalecitas habitam na terra do Negeb; os hiteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas, e os cananeus habitam junto ao mar e ao longo do Jordão.”
30 Caleb fez calar o povo que começava a murmurar contra Moisés, e disse: “Vamos e apoderemo-nos da terra, porque podemos conquistá-la.”
31 Mas os outros, que tinham ido com ele, diziam: “Não somos capazes de atacar esse povo; é mais forte do que nós.”
32 E diante dos filhos de Israel depreciaram a terra que tinham explorado: “A terra, disseram eles, que exploramos, devora os seus habitantes: os homens que vimos ali são de uma grande estatura;
33 vimos até mesmo gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes; parecíamos gafanhotos comparados com eles.”
14 1 Toda a assembléia pôs-se a gritar e chorou aquela noite.
26 O Senhor disse a Moisés e a Aarão:
27 “Até quando sofrerei eu essa assembléia revoltada que murmura contra mim? Ouvi as murmurações que os israelitas proferem contra mim.
28 Dir-lhes-ás: ‘juro por mim mesmo’, diz o Senhor, ‘tratar-vos-ei como vos ouvi dizer.
29 Vossos cadáveres cairão nesse deserto. Todos vós que fostes recenseados da idade de vinte anos para cima, e que murmurastes contra mim,
30 não entrareis na terra onde jurei estabelecer-vos, exceto Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Nun.
34 Explorastes a terra em quarenta dias; tantos anos quantos foram esses dias pagareis a pena de vossas iniqüidades, ou seja, durante quarenta anos, e vereis o que significa ser objeto de minha vingança.
35 Eu, o Senhor, o disse. Eis como hei de tratar essa assembléia rebelde que se revoltou contra mim. Eles serão consumidos e mortos nesse deserto!´”
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial 105/106
 
Lembrai-vos de nós, ó Senhor,
segundo o amor para com vosso povo!


Pecamos como outrora nossos pais,
praticamos a maldade e fomos ímpios;
no Egito nossos pais não se importaram
com os vossos admiráveis grandes feitos.


Mas bem depressa esqueceram suas obras,
não confiaram nos projetos do Senhor.
No deserto deram largas à cobiça,
na solidão eles tentaram o Senhor.


Esqueceram-se do Deus que os salvara,
que fizera maravilhas no Egito;
no país de Cam fez tantas obras admiráveis,
no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.


Até pensava em acabar com sua raça,
não tivesse Moisés, o seu eleito,
interposto, intercedendo junto a ele
para impedir que sua ira os destruísse.


Evangelho (Mateus 15,21-28)
 
Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16). 
 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
15 21 Jesus partiu dali e retirou-se para os arredores de Tiro e Sidônia.
22 E eis que uma cananéia, originária daquela terra, gritava: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio”.
23 Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Seus discípulos vieram a ele e lhe disseram com insistência: “Despede-a, ela nos persegue com seus gritos”.
24 Jesus respondeu-lhes: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel”.
25 Mas aquela mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: “Senhor, ajuda-me!”
26 Jesus respondeu-lhe: “Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos”.
27 “Certamente, Senhor”, replicou-lhe ela; “mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos”.
28 Disse-lhe, então, Jesus: “Ó mulher, grande é tua fé! Seja-te feito como desejas. E na mesma hora sua filha ficou curada”.
Palavra da Salvação.

 
Comentário ao Evangelho
 
GRANDE É TUA FÉ!
            A fé da mulher pagã contrasta com a fé vacilante dos discípulos. A formação que receberam de Jesus não foi suficiente para ajudá-los a fazer frente às situações adversas. Fraquejaram! Em contraposição, ao missionar na terra dos fenícios, o Mestre deparou-se com uma mulher cuja fé deixou-o admirado.
            Vendo Jesus passar, ela pôs-se a gritar, implorando pela filhinha atormentada por um demônio, confiante de que somente Jesus poderia vir em seu socorro. Chamou-o de Senhor, filho de Davi, servindo-se de uma linguagem própria de quem tem fé e conhece as esperanças do povo judeu.
            A insistência da mulher pareceu não encontrar acolhida por parte de Jesus. Entabulou-se, então, um diálogo meio forçado. O Mestre declarou estar a serviço apenas do povo judeu. A mulher reforçou seu pedido. E foi repelida, com dureza, por Jesus o qual afirmou-lhe não ser sensato deixar de ajudar seu povo para preocupar-se com os pagãos. A mulher retrucou com um argumento que desarmou o Mestre: os pagãos têm direito de receber pelo menos as migalhinhas dos benefícios feitos aos judeus. Admirado diante de tamanha fé, Jesus atendeu o pedido da mulher, curando-lhe a filha.
            Portanto, também entre os pagãos havia quem tivesse fé autêntica em Jesus.
 

 

Oração
            Senhor Jesus, tira de mim todo preconceito que me impede de aceitar que muitas pessoas marginalizadas possam ter uma fé verdadeira em ti.
 

 

(O comentário litúrgico é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
 
 
 

LITURGIA DIA 04 de AGOSTO de 2015

Dia 4 de Agosto - Terça-feira

 

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY
PRESBÍTERO E CONFESSOR
(Branco, Prefácio Comum ou dos Pastores – Ofício da Memória)

 

Antífona de entrada:
 
Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).
 
Oração do dia
 
Deus de poder e misericórdia, que tornastes são João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
Leitura (Números 12,1-13)
 
Leitura do livro dos Números.
Naqueles dias, 12 1 Maria e Aarão criticara Moisés por causa da mulher etíope que ele desposara. (Moisés tinha, com efeito, tomado uma mulher etíope.)
2 “Porventura é só por Moisés, diziam eles, que o Senhor fala? Não fala ele também por nós?” E o Senhor ouviu isso. 3 Ora, Moisés era um homem muito paciente, o mais paciente da terra. 4 Logo falou o Senhor a Moisés, a Aarão e a Maria: “Ide todos os três à tenda de reunião.” E eles foram. 5 O Senhor desceu na coluna de nuvem e parou à entrada da tenda. Chamou Aarão e Maria, e eles aproximaram-se. 6 “Ouvi bem, disse ele, o que vou dizer: Se há entre vós um profeta, eu lhe aparecerei em visão; eu, o Senhor, é em sonho que lhe falarei. 7 Mas não é assim a respeito de meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. 8 A ele eu lhe falo face a face, manifesto-me a ele sem enigmas, e ele contempla o rosto do Senhor. Por que vos atrevestes, pois, a falar contra o meu servo Moisés?” 9 A cólera do Senhor se acendeu contra eles. 10 O Senhor partiu, e a nuvem retirou-se de sobre a tenda. No mesmo instante, Maria foi ferida por uma lepra branca como a neve. Aarão, olhando para ela, viu-a coberta de lepra. 11 Aarão disse então a Moisés: “Rogo-te, meu senhor, não nos faças levar o peso desse pecado que cometemos num momento de loucura, e do qual somos culpados. 12 Que ela não fique como um aborto que sai do ventre de sua mãe, com a carne já meio consumida!” 13 Moisés orou ao Senhor: “Ó Deus, disse ele, rogo-vos que a cureis.”
Palavra do Senhor.


 
Salmo responsorial 50/51
 
Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!


Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado
e apagai completamente a minha culpa!


Eu reconheço toda a minha iniqüidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós que eu pequei,
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!


Mostrais assim quanto sois justo na sentença
e quanto é reto o julgamento que fazeis.
Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade
e pecador já minha mãe me concebeu.


Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Evangelho (Mateus 14,22-36)
 
Aleluia, aleluia, aleluia. Mestre, tu és o Filho de Deus, és rei de Israel! (Jo 1,49). 
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
14 22 Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 23 Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite,estava lá sozinho. 24 Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: “É um fantasma!” disseram eles, soltando gritos de terror. 27 Mas Jesus logo lhes disse: “Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!” 28 Pedro tomou a palavra e falou: “Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!” 29 Ele disse-lhe: “Vem!” Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus. 30 Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” 32 Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou. 33 Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus. 34 E, tendo atravessado, chegaram a Genesaré. 35 As pessoas do lugar o reconheceram e mandaram anunciar por todos os arredores. Apresentaram-lhe, então, todos os doentes, 36 rogando-lhe que ao menos deixasse tocar na orla de sua veste. E, todos aqueles que nele tocaram, foram curados.
Palavra da Salvação.

 
Comentário ao Evangelho
 
FÉ VACILANTE
            A experiência de se encontrar num pequeno barco, no meio do mar agitado, serviu, para por à prova, a fé dos discípulos de Jesus. A fé vacilante deles não lhes permitiu perceber a presença do Senhor. Por isso, gritaram de pavor, pensando que iriam morrer. No momento de dificuldade, a fé dos discípulos fraquejou.
            Pedro, líder da comunidade, também passou pela provação da fé. Jesus foi desafiado por ele, quando este lhe pediu permissão para caminhar sobre as águas. Seria um sinal de que, de fato, o Senhor estava com ele. As palavras - "Se és tu, Senhor! - soam como um desafio.
            O apóstolo, porém, já próximo de Jesus, deixou-se vencer pelo medo, quando o vento soprou furioso. E começou a afundar. No auge do desespero, recorreu a Jesus. Este o salvou, censurando-lhe, porém, a pouca fé.
            A cena da tempestade transmite uma mensagem importante. É nos momentos de tribulação que a fé do discípulo é posta à prova. Ninguém pode estar seguro de não vacilar. Pedro e os líderes da comunidade vacilaram. Quiçá, por confiar nas próprias forças, prescindindo do Senhor. Foi preciso que o Mestre fosse em seu socorro e os salvasse. De igual modo, a comunidade, esquecendo-se do Senhor, não seria capaz de sobreviver diante das perseguições. Ela só será salva, se segurar na mão estendida de seu Mestre.

 

Oração
Senhor Jesus, revigora minha fé vacilante, fazendo-me lembrar que tu estás sempre junto de mim, para me estender a mão.
 
 

(O comentário litúrgico é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)

LITURGIA DIA 03 de AGOSTO de 2015

Dia 3 de Agosto - Segunda-feira

 

XVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – Ofício do Dia)

 

Antífona de entrada:
 
Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).
 
Oração do dia
 
Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
Leitura (Números 11,4-15)
 
Leitura do livro dos Números.
Naqueles dias, 11 4 a população que estava no meio de Israel foi atacada por um desejo desordenado; e mesmo os israelitas recomeçaram a gemer: “Quem nos dará carne para comer?", diziam eles.
5 "Lembramo-nos dos peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos, os melões, os alhos bravos, as cebolas e os alhos. 6 Agora nossa alma está seca. Não há mais nada, e só vemos maná diante de nossos olhos.” 7 O maná assemelhava-se ao grão de coentro e parecia-se com o bdélio. 8 O povo dispersava-se para colhê-lo; moía-o com a mó ou esmagava-o num pilão, cozia-o numa panela e fazia bolos com ele, os quais tinham o sabor de um bolo amassado com óleo. 9 Enquanto de noite caía o orvalho no campo, caía também com ele o maná. 10 Ouviu Moisés o povo que chorava, agrupado por famílias, cada uma à entrada de sua tenda. A cólera do Senhor acendeu-se com violência. Moisés entristeceu-se. 11 E disse ao Senhor: “Por que afligis vosso servo? Por que não acho eu favor a vossos olhos, vós que me impusestes a carga de todo esse povo?"
Palavra do Senhor.


Salmo responsorial 80/81
 
Exultai no Senhor, nossa força.


Mas me povo não ouviu a minha voz,
Israel não quis saber de obedecer-me.
Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos,
abandonei-os ao seu duro coração.


Quem me dera que meu povo me escutasse!
Que Israel andasse sempre em seus caminhos!
Seus inimigos, sem demora, humilharia
e voltaria minha mão contra o opressor.


Os que odeiam o Senhor o adulariam,
seria este seu destino para sempre;
eu lhe daria de comer a flor do trigo
e, com o mel que sai da rocha, o fartaria.

Evangelho (Mateus 14,13-21)
 
Aleluia, aleluia, aleluia.
O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4).



Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. 14 13 Ao saber da morte de João Batista, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé. 14 Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes. 15 Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: "Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia". 16 Jesus, porém, respondeu: "Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer". 17 "Mas", disseram eles, "nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes". 18 "Trazei-mos", disse-lhes ele. 19 Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo. 20 Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. 21 Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho
 
A MULTIDÃO SACIADA
            A multiplicação dos pães prefigura a Eucaristia celebrada na comunidade cristã. Ela foi fruto da partilha. Alguém colocou à disposição dos demais o que tinha para o próprio sustento. Na Eucaristia, é Jesus quem partilha a si mesmo, dando-se em alimento para todos.         Na multiplicação dos pães, foi alimentada uma multidão, que se encontrava num deserto. A Eucaristia alimenta a comunidade cristã, caminheira pelos desertos do mundo rumo à casa do Pai. Na multiplicação dos pães, ninguém foi deixado de lado. Todos puderam comer até ficar saciados. De igual modo, na Eucaristia, sendo ceia de fraternidade, ninguém pode ser excluído. Homens, mulheres e crianças são todos benvindos, pois existe alimento para todos.
            A multiplicação dos pães acontece sob os olhares complacentes de Jesus. Ele é o centro do que ocorre. A Eucaristia, igualmente, está toda centrada no mistério pascal de Jesus, donde lhe provém o valor e o sentido.
            A multiplicação dos pães aponta para o banquete escatológico dos filhos de Deus, quando todos serão acolhidos na casa do Pai. A Eucaristia é também celebrada como preanúncio da ceia eterna no Reino de Deus, quando o Pai reunirá, em torno de si, todos os seus filhos e filhas.
            A multiplicação dos pães sublinha a importância da partilha e da comunhão. A Eucaristia apresenta a partilha como projeto de vida e a comunhão fraterna, como ideal dos discípulos do Reino.
 
 

Oração
            Senhor Jesus, que eu saiba viver a Eucaristia como apelo para a comunhão e a partilha, as quais prefiguram a comunhão definitiva com o Pai. 
 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)

LITURGIA DIA 02 de AGOSTO de 2015

Dia 2 de Agosto - Domingo

 

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(Verde, Glória, Creio – II Semana do Saltério)

 

Antífona de entrada:
 
Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).
 
Oração do dia
 
Manifestais, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
Leitura (Êxodo 16,2-4.12-15)
 
Leitura do livro do Êxodo. 16 2 Toda a assembléia dos israelitas pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão no deserto. 3 Disseram-lhes: “Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egito, quando nos assentávamos diante das panelas de carne e tínhamos pão em abundância! Vós nos conduzistes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.” 4 O Senhor disse a Moisés: “Vou fazer chover pão do alto do céu. Sairá o povo e colherá diariamente a porção de cada dia. Pô-lo-ei desse modo à prova, para ver se andará ou não segundo minhas ordens. 12 “Ouvi as murmurações dos israelitas. Dize-lhes: esta tarde, antes que escureça, comereis carne e, amanhã de manhã, vos fartareis de pão; e sabereis que sou o Senhor, vosso Deus”. 13 À tarde, com efeito, subiram codornizes (do horizonte) e cobriram o acampamento; e, no dia seguinte pela manhã, havia uma camada de orvalho em torno de todo o acampamento. 14 E, tendo evaporado esse orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, granulosa, miúda como a geada sobre a terra! 15 Vendo isso, disseram os filhos de Israel uns aos outros: “Que é isso?”, pois não sabiam o que era. Moisés disse-lhes: “Este é o pão que o Senhor vos manda para comer.
Palavra do Senhor.

 
Salmo responsorial 77/78
 
O Senhor deu a comer o pão do céu.


Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos,
e transmitiram para nós os nossos pais,
não haveremos de ocultar a nossos filhos,
mas à nova geração nós contaremos:
as grandezas do Senhor e seu poder.


Ordenou, então, às nuvens lá dos céus,
e as comportas das alturas fez abrir;
fez chover-lhes o maná e alimentou-os,
e lhes deu para comer o pão do céu.


O homem se nutriu do pão dos anjos,
e mandou-lhes alimento em abundância.
Conduziu-os para a terra prometida,
para o monte que seu braço conquistou.

Leitura (Efésios 4,17.20-24)
 
Leitura da carta de são Paulo aos Efésios. 4 17 Portanto, eis o que digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas ideias frívolas. 20 Vós, porém, não foi para isto que vos tornastes discípulos de Cristo, 21 se é que o ouvistes e dele aprendestes, como convém à verdade em Jesus. 22 Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. 23 Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, 24 e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.
Palavra do Senhor.


Evangelho (João 6,24-35)
 
Aleluia, aleluia, aleluia. O homem não vive somente de pão, mas vive de toda palavra que sai da boca de Deus e não só de pão, amém, aleluia, aleluia! (Mt 4,4
 
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
6 24 E, reparando a multidão que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, Jesus entrou nas barcas e foi até Cafarnaum à sua procura. 25 Encontrando-o na outra margem do lago, perguntaram-lhe: “Mestre, quando chegaste aqui?” 26 Respondeu-lhes Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. 27 Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal”. 28 Perguntaram-lhe: “Que faremos para praticar as obras de Deus?” 29 Respondeu-lhes Jesus: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou”. 30 Perguntaram eles: “Que milagre fazes tu, para que o vejamos e creiamos em ti? Qual é a tua obra? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, segundo o que está escrito: ‘Deu-lhes de comer o pão vindo do céu’”. 32 Jesus respondeu-lhes: “Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu; 33 porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34 Disseram-lhe: “Senhor, dá-nos sempre deste pão!” 35 Jesus replicou: “Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede”.
Palavra da Salvação.
 
 
Comentário ao Evangelho
 
AS OBRAS DE DEUS
            Toda a ação de Jesus visava encaminhar as pessoas para Deus e fazê-las descobrir sua vontade. Quando o Mestre operava milagres, não pretendia atrair sobre si os olhares das multidões. Seu desejo era fazê-las perceber o amor de Deus atuando em suas vidas. Os milagres eram uma manifestação concreta deste amor. Daí, um caminho de acesso para Deus.
            Entretanto, o primeiro passo a ser dado na compreensão deste amor consistia em professar a fé em Jesus, na sua condição de Filho enviado pelo Pai. Era, também, a primeira obra agradável a Deus.
            Pressupondo a fé e considerando o objetivo da ação do Senhor, o discípulo não se enganaria na avaliação dos milagres, como aconteceu com a multidão saciada, na multiplicação dos pães. Em vão, este povo foi procurar Jesus, talvez pretendendo ser novamente saciado. O Mestre alertou-o acerca desta busca equivocada, aconselhando-o a  buscar o pão da vida, que permanece para sempre. Esse pão era o próprio Jesus. Quem o encontrasse, não teria mais fome ou sede. Não fome e sede físicas, e sim, fome e sede de Deus. Elas é que são essenciais.
            Quem se alimenta do pão que é Jesus, ou seja, crê nele, tem a vida eterna, porque se predispõe a fazer sempre a vontade de Deus. E, como Jesus, estará sempre pronto a fazer o milagre da partilha. Portanto, é inadiável aderir a Jesus pela fé.

 

Oração
Senhor Jesus, sacia-me com o pão da vida que és tu, para que eu possa fazer sempre o que agrada a Deus.


LITURGIA DIA 01 de AGOSTO de 2015

Dia 1º de Agosto - Sábado

 

SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
BISPO E DOUTOR
(Branco, Prefácio Comum ou dos Pastores – Ofício da Memória)

 

Antífona de entrada:
 
Velarei sobre as minhas ovelhas, diz o Senhor; chamarei um pastor que as conduza e serei o seu Deus (Ez 34,11.23s).
 
Oração do dia
 
Ó Deus, que suscitais continuamente em vossa Igreja novos exemplos de virtude, dai-nos seguir de tal modo os passos do bispo santo Afonso Maria, no zelo pela salvação de todos, que alcancemos com ele a recompensa celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
Leitura (Levítico 25,1.8-17)
 
Leitura do livro do Levítico. 25 1 O Senhor disse a Moisés no monte Sinai: “Dize aos israelitas o seguinte: 8 "Contarás sete anos sabáticos, sete vezes sete anos, cuja duração fará um período de quarenta e nove anos. 9 Tocarás então a trombeta no décimo dia do sétimo mês: tocareis a trombeta no dia das Expiações em toda a vossa terra. 10 Santificareis o qüinquagésimo ano e publicareis a liberdade na terra para todos os seus habitantes. Será o vosso jubileu. Voltareis cada um para as suas terras e para a sua família. 11 O qüinquagésimo ano será para vós um jubileu: não semeareis, não ceifareis o que a terra produzir espontaneamente, e não vindimareis a vinha não podada, 12 pois é o jubileu que vos será sagrado. Comereis o produto de vossos campos. 13 Nesse ano jubilar, voltareis cada um à sua possessão. 14 Se venderdes ou comprardes alguma coisa de vosso próximo, ninguém dentre vós cause dano ao seu irmão. 15 Comprarás ao teu próximo segundo o número de anos decorridos desde o jubileu, e ele te venderá segundo o número de anos de colheita. 16 Aumentarás o preço em razão dos anos que restarem, e o abaixarás à medida que os anos diminuírem, porque é o número de colheitas que ele te vende. 17 Ninguém prejudique o seu próximo. Teme o teu Deus. Eu sou o Senhor, vosso Deus".
Palavra do Senhor.


Salmo responsorial 66/67
 
Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações vos glorifiquem.


Que Deus nos dê a sua graça e sua benção,
e sua face resplandeça sobre nós!
Que na terra se conheça o seu caminho
e a sua salvação por entre povos.


Exulte de alegria a terra inteira,
pois julgais o universo com justiça;
os povos governais com retidão
e guiais, em toda a terra, as nações.


A terra produziu sua colheita:
o Senhor e nosso Deus nos abençoa.
Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,
e o respeitem os confins de toda a terra!

Evangelho (Mateus 14,1-12)
 
Aleluia, aleluia, aleluia. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10). 
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. 
14 1 Por aquela mesma época, o tetrarca Herodes ouviu falar de Jesus. 2 E disse aos seus cortesãos: "É João Batista que ressuscitou. É por isso que ele faz tantos milagres". 3 Com efeito, Herodes havia mandado prender e acorrentar João, e o tinha mandado meter na prisão por causa de Herodíades, esposa de seu irmão Filipe. 4 João lhe tinha dito: "Não te é permitido tomá-la por mulher!" 5 De boa mente o mandaria matar; temia, porém, o povo que considerava João um profeta. 6 Mas, na festa de aniversário de nascimento de Herodes, a filha de Herodíades dançou no meio dos convidados e agradou a Herodes. 7 Por isso, ele prometeu com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse. 8 Por instigação de sua mãe, ela respondeu: "Dá-me aqui, neste prato, a cabeça de João Batista". 9 O rei entristeceu-se, mas como havia jurado diante dos convidados, ordenou que lha dessem; 10 e mandou decapitar João na sua prisão. 11 A cabeça foi trazida num prato e dada à moça, que a entregou à sua mãe. 12 Vieram, então, os discípulos de João transladar seu corpo, e o enterraram. Depois foram dar a notícia a Jesus.
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho
 
O PROFETA SILENCIADO
O assassinato de João Batista recoloca um tema comum, no âmbito da história do profetismo bíblico: a imposição do silêncio ao enviado de Deus. Quem recebeu a missão divina de convocar o povo à conversão, acaba sendo silenciado por quem deveria escutá-lo. Outro tema é o da intrepidez dos profetas. Embora devendo defrontar-se com forças hostis e refratárias à sua pregação, não se deixaram intimidar, por terem consciência do caráter divino da missão recebida.
A intrepidez de João Batista revela-se na coragem com que se defronta com um governante ímpio. Reconhecidamente prepotente, Herodes apoderou-se, sem escrúpulos, da esposa de seu irmão, tomando-a como mulher. Sem medo, o profeta João denuncia a injustiça cometida, e sofre as conseqüências de sua ousadia.
A decisão de jogar o Batista na prisão funciona como uma maneira de calá-lo. Encarcerado numa fortaleza romana, ele teve a sua liberdade cerceada, e a voz calada.
Mas isto ainda foi pouco, no parecer na mulher ilegítima de Herodes. Era preciso fazer calar João definitivamente. A oportunidade para isto surgiu por ocasião de uma festa. Embora a contragosto, Herodes atendeu o pedido da mulher e mandou decapitar o profeta incômodo.
O destino de João Batista prenunciara o de Jesus. Também a este procuravam calar, por causa da liberdade com que denunciava os desmandos dos prepotentes de seu tempo.

 

Oração
Espírito de intrepidez, dá-me a coragem dos profetas para denunciar as injustiças cometidas pelos grandes e prepotentes.
 
 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)


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